Estilo nos Brechós de Aracaju

Definição: Brechó é uma loja de artigos usados; principalmente roupas, calçados, louças, objetos de arte, bijuterias e objetos de uso doméstico. O brechó tem sua origem nos mercados de pulgas da Europa, onde se podia comprar e vender praticamente tudo. As feiras aconteciam ao ar livre e como as peças eram usadas e não havia lá muita preocupação com a higiene, animais como pulgas não eram incomuns, daí a origem do nome “mercado de pulgas”. No século XIX um mascate chamado Belchior ficou conhecido por vender roupas e objetos de segunda mão no Rio de Janeiro. Com o tempo o nome se transformou por corruptela em “Brechó”. As primeiras lojas de segunda mão no mundo surgiram no século XIX e ganharam forte popularidade com as crises produzidas pela Primeira e Segunda Guerras Mundiais, principalmente através da Cruz Vermelha com a venda de produtos doados a preços bem acessíveis.

No entanto a ideia por trás das lojas de segunda mão não é mais a mesma. Elas evoluíram muito e hoje não só produtos usados que podem ser vendidos, mas peças novas também são bem vindas. Os cuidados são maiores com a qualidade e limpeza das peças. Visitamos em Aracaju, alguns brechós e conferimos o que realmente significa essa forma alternativa de consumo.

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 Segundo Tânia Amarante (à direita na foto), 40 anos, proprietária do “Brechótique”. As pessoas acham que em brechó se encontra roupas de pessoas mortas. Ela ainda afirma que quem compra em brechó, costuma não dizer onde comprou as peças pelo fato das pessoas ainda terem preconceito e ficam com vergonha de falar. Ela diz que sua loja conta com uma ótima qualidade, que muitas vezes não encontramos em lojas comuns, como as de departamento por exemplo. O valor das peças está entre $3,00 a $ 120,00 reais.

Brechotique

O Brechótique está localizado, na rua Santa Luzia 204 A, centro de Aracaju. Tel: (79)9972-8931.

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Falamos também com a Magna Azevedo, 43 anos, dona do bazar “Seu Cantinho”. Ela diz que o que o pessoal mais busca é o diferencial, o que raramente é encontrado no mercado comum. O primeiro bazar da Magna surgiu na garagem de casa, e hoje ela conta com uma loja no centro de Aracaju, e o preço de seus artigos é a partir de $3,00 reais, e a peça mais cara custa $70,00 reais. O bazar vende de tudo um pouco: Roupas, bijuterias, objetos decorativos, livros, etc…

bazar

A loja está localizada na Rua Santa Luzia 147, loja C . Tel. 9648-4600.

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Já no brechó “Art Fina”, da Socorro Najar de 58 anos, e com um brechó em funcionamento há 20 anos! Ela diz que o perfil de seus clientes varia de crianças, jovens, adultos e idosos, e também de varias classes sociais. O valor de suas peças varia de $ 4,00 a $100,00 reais; podemos encontrar roupas de festa, fantasias, e até mesmo vestidos de noiva. A procura maior ainda é por roupas básicas. A Socorro ressalta que, o preço das roupas de festa fica mais em conta ou seja, fica mais barato que o próprio aluguel de casas especializadas, e que as roupas são de boa qualidade.

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O brechó Art Fina está localizado na Rua Santa Luzia, nº 177 esquina com Rua Maruim.

E para fechar com chave de ouro, passamos pelo brechó “Star Bella” da Dona Valdice Vieira, 53 anos, que está localizado na Rua Santa Luzia nº 213.

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Passamos por cada uma dessas lojas e conseguimos montar looks do despojado ao Pin-Up, com preços a baixo custo e com peças lindíssimas de muito bom gosto.

É só conferir abaixo:

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Saia jeans longa: R$12 Blusa floral: R$12 Colar branco: R$20 Rasteira: R$8 Pulseira: R$2

Saia jeans curta: R$10 Camisa branca: R$12 Echarpe: R$15 Bota: R$38

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Vestido xadrez: R$24  Cinto azul: R$8  Sandália com taxas: R$38 Pulseiras: R$4

Vestido floral: R$18 Colar: R$ 8 Cinto: R$12 Blusa jeans: R$12 Rasteira de amarração: R$10

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Vestido tubinho floral: R$ 20 Jaqueta: R$ 15 Colar: R$ 6 Salto: R$ 12

Vestido floral: 15 Lenço: R$ 6 Clutch: R$ 15 Pulseira: R$ 5 Salto: R$ 12

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Vestido tubinho preto: R$25 Salto alto: R$40

Colete: R$20 Saia: R$10 All Star: R$15 Camisa poá: R$8

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Saia bandage: R$ 8 Camisa poá: R$ 8 Santo com laço: R$ 46 Lenço vinho: R$ 8 colete poá: R$ 8

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Blusa: R$ 8 Calça cintura-alta: R$ 25 Salto: R$ 50 Colete: R$ 20

Saia branca: R$ 10 Salto fúcsia: R$ 40

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Jaqueta: R$ 70 Bermuda: R$ 20 Camisa branca: R$ 10 Oxford: R$ 15 Chapéu: R$ 15

Vestido poá: R$20 Colar: R$ 5 Bolsa Carteira: R$ 15

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Vestido poá: R$20 Colar: R$10 Sapatilha: R$25 Saia longa: R$10

*Não somos modelos profissionais, nem tivemos pretensão em parecer como tal.

Esses são apenas alguns dos muitos visuais que podem ser com roupas vendidas montados nesses brechós, espero que tenham gostado e que este post os tenha feito pensar acerca do assunto, deixem o preconceito de lado, há um mundo gigante à frente de tudo que pensamos e conhecemos.

Deixem suas opiniões e sugestões nos comentários, obrigada e até a próxima!

Por Lexa Silvestre e Alfreda Veríssimo.

Ação Solidária, olhares!

A Creche Ação Solidária Almir do Picolé, atualmente atende a 86 crianças que são beneficiadas pelo trabalho de Almir do Picolé. No dia 12 de outubro são distribuídos mais de 600 sacolas de brinquedos e cestas básicas, para as famílias da Piabeta e região. Poderíamos estar mostrando expressões de pessoas em festas na Europa, Estados Unidos… Com direito a tendas super VIPS regadas de champanhe, caviar e tudo mais que uma festa bacana pode ter. Mas, nossa proposta é mostrar como é lindo o coração de uma pessoa tão simples, que consegue através de um trabalho voluntário resgatar o sentimento de solidariedade para crianças de famílias de baixa renda e amenizar o sofrimento dessa gente.

“Sensibilidade é conseguir enxergar as verdadeiras grandezas da simplicidade e a simplicidade nas verdadeiras grandezas da vida”

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Almir Almeida Paixão, 43 anos, estatura mediana, jeito simples e brincalhão, dono de um coração enorme, dedicado especialmente a cuidar do próximo. A profissão de vendedor de picolé lhe rendeu o apelido: Almir do Picolé, mas ele se tornou conhecido mesmo pelo trabalho social desenvolvido. Parte do salário que ganhava com a venda dos picolés era reservada para promover festinhas de natal e dia das crianças na comunidade onde morava.
Mas o desejo de Almir ia mais além, e ele largou o trabalho e foi para as ruas pedir ajuda nos sinais para realizar um sonho de infância: a construção de uma creche. Há 10 anos o sonho tornou-se realidade e, atualmente, Almir do Picolé cuida de 86 crianças com o auxilio de 31 empregados, entre cuidadoras e pessoal do telemarketing, todos com carteira assinada, pagos com o dinheiro das doações.
Na creche os trabalhos começam cedo, às 6h40 as portas já estão abertas. As crianças recebem as três refeições diárias, além de lanches e participam de atividades pedagógicas que se encerram às 17h quando as mães retornam para buscar os filhos.
Em uma visita ao local é possível observar o olhar de felicidade das crianças, que bem comportadas e arrumadas nos recebem com abraços e beijos. Em outra sala, os menores, assistem a um filme infantil. Um silêncio total, nem dá para imaginar que existem no local tantas crianças reunidas.
A baixa visão não é problema para Almir. Todos os dias, logo cedo, ele faz a contabilidade da creche referente ao dia anterior e, logo em seguida, sai para fazer compras. Almir também atende ao chamado de pessoas carentes, que em geral pedem caixões para enterrar seus entes queridos; passagens de ônibus para voltarem à terra natal e cestas básicas. As doações são fruto do trabalho executado pelo telemarketing, além da presença quase diária de Almir nos semáforos da cidade, onde arrecada dinheiro e reforça a importância do seu trabalho, pois recebendo ou não a doação, ele entrega um panfleto aos motoristas, para que possam conhecer o trabalho desenvolvido por ele.
A infância de Almir revela muito de sua personalidade. Ele viveu em um orfanato dos quatro aos 17 anos. Para chegar até aqui não foi fácil, conta Almir: “Fui abandonado pelos meus pais porque era danado, subia na televisão, essas coisas”. O valor do amor e da caridade, Almir aprendeu no Instituto Lourival Fontes, no bairro Castelo Branco, em Aracaju. Foi lá que fez a promessa a Nossa Senhora Aparecida, de que iria ajudar ao próximo, assim como recebeu durante 13 anos.
O trabalho de Almir do Picolé tornou-se público através de reportagens de TV locais e nacionais. Almir já recebeu o Prêmio Anu, idealizado pela Central Única de Favelas, um reconhecimento às pessoas que promovem ações em prol do desenvolvimento humano e social. Ele já participou do programa do Faustão, na Rede Globo, mas ainda quer conhecer os apresentadores Ratinho e Silvio Santos e participar do programa Caldeirão do Huck.

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Fotos: Rinaldo e Ana Célia

Edição de imagem: Thaes Arruda

Migração de Rádios AM para FM

A migração da rádio de Amplitude Modulada (AM) para Frequência Modulada (FM) se faz necessário segundo Patrícia Ávila, secretária interina de serviços de comunicação eletrônica do Ministério das comunicações, devido à demanda do próprio setor, pois, é observado que nos grandes centros urbanos as pessoas têm uma perda da qualidade do sinal AM, fazendo com que a empresa tenha uma baixa competitividade no sinal de qualidade.

No decreto publicado em Diário Oficial no dia 8 de novembro de 2013, decreto de n° 8.139 de sete de novembro de 2013, mostra que as rádios que prestam serviços de radiodifusão sonora em ondas médias de caráter local, ou seja, potência de 0,25 até 1KW poderão realizar a mudança do sinal AM para o FM desde a data da publicação do decreto, não sendo obrigatória a migração, porém, quem não se enquadrar para outorga numa execução de serviço de radiodifusão sonora em FM, deverá adaptar-se para transmissão do serviço numa amplitude regional, além disso, não poderá alterar a composição societária da prestadora.

As prestadoras de serviços de radiodifusão deverão apresentar requerimento ao Ministério das Comunicações solicitando a adaptação de suas outorgas no prazo máximo de (1) um ano, contado da data de publicação do decreto, após a apresentação do pedido de adaptação de outorga, a emissora manterá sua transmissão em AM até a decisão final do Ministério das Comunicações, existirá uma taxa que ainda não teve seu custo definido para andamento da migração, os receptores também serão modificados gradativamente com a inclusão de novos aparelhos no mercado, sendo assim  necessário um período aproximado de 5 (cinco) anos para adaptação popular.

Por Andre Evangelista

Identidades da Moda e Estilismo

As revoluções profundas da contemporaneidade nos propõem novas concepções que surgem a todo instante. A inovação é a alma do sucesso e o estilismo põe em alta a modernidade do que o mercado busca e do que os consumidores desejam. Para atender as demandas dessa área é preciso criatividade e inovação para capturar o público alvo, que por si só, está cada vez mais exigente e obter assim sua fidelidade.

O estilismo é a arte do imaginário, assim como um compositor faz sua melodia, ou até mesmo um arquiteto define um designer para uma nova cadeira. É criação em constante movimento, é o novo sendo feito.

No desenho artístico é possível por em vista suas ideias e trabalha-las na constante finalidade de defini-las. A moda é um dos universos mais vastos em concepções e padrões, mas que também propõe que você recrie sem rotulações, pois o novo a todo instante pode se tornar a nova moda da estação.

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Somos alimentados todos os dias com novidades, seja nas ruas, noticiários na TV, revistas, e sentimos a necessidade de nos reinventar, explanar o vestuário que desde a pré-história, onde os seres humanos usavam peças feitas com pele de animais para se proteger do clima, vem sendo transformadas.

Fazemos parte desse ciclo de apreciação que movimenta a economia e à todo momento surge a necessidade de recriar os cenários. As marcas tingem os novos lançamentos com praticidade e o marketing consegue passar sob um melhor ângulo as diferentes novidades.

O estilismo constitui-se um dos meios mais promissores da projeção, seja pela necessidade que o indivíduo tem de se diferenciar-se ou até mesmo por gostar de surpreender as pessoas, com cores diversificadas, tendências novas, cortes inusitados e inovadores.

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O papel da moda é lançar o desconhecido, ou fazer pensar em recriar, se auto- reciclar com as estações e fazer os indivíduos às aplicarem em seu estilo como bem lhes convém. Sem imposições é possível usufruir de novas ideias e todos podem refazer esse ‘’universo’’, construir e movimentar esses ciclos de manifestos artísticos.

Por Janielly Silva

Modismo e Consumismo

O que propõem as vitrines?  Um mundo de sonhos, de coisas perfeitas, um mundo onde você tem o que quer. Fazem despertar em você o desejo de coisas que você nem sabia que precisava… (talvez até porque não precisasse mesmo). Até que ponto somos influenciados pelo prazer de compra? Nascemos e em um piscar de olhos nos tornamos consumidores assíduos.

Mas por que consumimos? Ansiedade, preocupação, inveja, por ser fabricado? Compulsão, vaidade, desejo, modismo, por indução, pra dizer que tem, pra ser legal, pra ser diferente?

Como diria Sophie Kinsella em Os Delírios de consumo de Blacky Bloom – o filme: Se vestir é como qualquer empreitada que vale a pena, é uma arte, mas também um desafio.

Custo e valor são coisas diferentes, mas ao passar por uma vitrine você consegue ignorar o ‘’canto das sereias’’ que vem das lojas e se questionar: Eu preciso disso?

Te convido a conhecer um conceito contemporâneo de moda, onde vestir-se bem independe do consumo excessivo e o aproveitamento vem do olhar sensível de querer inovar usufruindo com criatividade do que já se possui.

Aqui estarão algumas dicas de como fazer isso e estar bem pra curtir a estação:

  1. Saia da rotina; experimente customizar aquelas velhas peças de vestuário esquecidas que você não mais usa! Com um toque de criatividade, busque novas ideias pra reaproveita-las e assim desfilar com estilo nas ruas.
  2. Sabe aquela jaqueta esquecida no guarda-roupa? Pois é… há diversas formas de usá-la para incrementar o seu look! Dar pra cortar as mangas e deixá-la mais versátil, aplicar stress, tachinhas ou até mesmo pedaços de um tecido diferente e ficar de cara nova!
  3. Sem ideia para aquela balada de hoje a noite? Abre o guarda roupa e… ‘’–Aaah! Todo o universo já me viu com aquele vestido!’’. Calma… Já pensou em tingir? Dar pra fazer alguns cortes e apliques com praticidade e pode ser mais fácil do que você imagina! Há diversas lojinhas de aviamentos e armarinhos de mil e uma utilidades pra você, sem falar no quanto se pode usar e abusar dos acessórios. Então vale tentar!
  4. Estamos falando de ambiente de trabalho e não dar para extravasar, mas cansei de ir sempre da mesma forma. E aí…? Há sempre alguma roupa antiga da mamãe das que se olha e se pensa: ‘’- Isso não se usa!’’. Mas pense melhor… Dar para adequar aquela saia anos 60 com uma blusa mais contemporânea e um blazer. Ou até mesmo aquela calça ‘’boca de sino’’ com aquele salto básico e uma blusinha mais versátil.
  5. ‘’-Não tenho short pra ir á praia’’. Sem pânico! Lembra aquela calça que você tem lá guardada e nem usa? Dar pra cortar e fazer um short ou até mesmo uma bermudinha! Se preferir é possível também fazer apliques com renda ou tachinhas.

Então não deixe de divertir-se, vestindo-se bem e em parceria com a estação. Aproveite as dicas e leve consigo o conceito que nem sempre a melhor opção pode ser aumentar ainda mais o seu consumo, pois essa seria apenas uma tentativa de se satisfazer. É possível fazer isso olhando mais profundo, e levando como um mantra o conceito de que os padrões quem faz é você!

Por Janielly Silva

O Rádio e eu

NO AR

Nunca fui de ouvir rádio. Honestamente. Essa “cultura” não fez parte da minha infância ou do restante da minha história. Lembranças que muitos compartilham, de parentes em casa ouvindo determinado radialista não ocuparam minha memória. Até então, a palavra “rádio”, em si, me remetia no máximo à figura do meu avô, há cerca de vinte anos atrás, embriagado, ouvindo Sérgio Reis – “panela velha é que faz comida boa” – enquanto me puxava pelos braços para dançar com ele.

Talvez por essa ausência de identificação, nunca me aprofundei muito em qualquer tipo de pesquisa a respeito. E para ser ainda mais honesta, nunca considerei de muita importância. Ao menos essa era minha visão até ingressar no curso técnico em Rádio e TV. Já no início, um breve estudo a respeito já ampliou meus horizontes a respeito desse importante meio de comunicação.

É sabido que “contra fatos não há argumentos”, e, avaliando dados coletados e estudados ao longo do curso ficou constatado o fato: Sim, as pessoas (os jovens, inclusive) ainda ouvem rádio. E inúmeros estudos surgem para corroborar tal fato e contribuir para minha mudança de opinião.

Aliás, não se trata nem sequer de opinião. É fato. Apesar da era globalizada em que vivemos, com explosões de informações, imagens, sons, estímulos de todos os lados; a rádio é um veículo de comunicação largamente utilizado e, portanto, de grande influência. É formadora de opinião. Nem o surgimento e apogeu da televisão, nem a atual era da internet e dos gadgets foi capaz de tirar dele sua força e importância.

Vamos aos fatos em si. Em pesquisa realizada pelos alunos do Curso Técnico em Rádio e TV do SENAC – SE, constatou-se que, das pessoas entrevistadas, 89% ouvem rádio com frequência ou esporadicamente, sendo que os meios favoritos de transmissão são o aparelho convencional de rádio e o celular, somadas 73% das pessoas.

E fato interessante é que apesar da maioria dos entrevistados terem respondido que preferem ouvir programação musical, quando questionados acerca do motivo da importância do rádio, a resposta quase unânime fazia referência à velocidade com que as notícias chegam até o ouvinte. A rapidez e a ampla divulgação de informações são fatores responsáveis por tornar as transmissões radiofônicas reconhecidas como um importante veículo de comunicação.

A mobilidade permitida por esse meio também é digno de nota. Boa parte dos entrevistados afirmou ouvir rádio enquanto está em trânsito. Seja caminhando, no carro, no ônibus, durante um trajeto qualquer, e principalmente através de aparelhos celulares, a rádio é amplamente acessada por pessoas que encontram-se em movimento. Tal aspecto pode também ser um fator chave para a sobrevivência da rádio, visto que poucos meios de comunicação permitem essa mobilidade.

Claro que nessa era de internet, e bombardeio de informações, a rádio tem a necessidade de passar por mudanças, se adaptar, a fim de prender a atenção de um ouvinte que se mostra cada vez menos fiel a um mesmo meio de comunicação e que é a todo momento rodeado de estímulos, sons, imagens, músicas, à sua disposição à qualquer momento. Entretanto, tal desafio vem sendo enfrentado, pelo visto, com êxito, pelas várias emissoras de rádio.

Enfim, com todos os dados e pesquisas realizadas, a conclusão é que o rádio está aí. “Vivo”. Influenciando e sendo influenciado. E, ao contrário do que eu mesma acreditava até então, ele vem sobrevivendo e crescendo em importância. Talvez seja esse o fenômeno denominado “mediamorfose”, em que um meio de comunicação surge a partir de outro e evolui independentemente, sem, todavia, extinguir a mídia anterior.

Hoje, com computador, internet, celular, aplicativos, downloads e tantos outros aparatos, a rádio continua sendo difundida e apreciada. Dos “tios” nos estádios com seus radinhos de pilha. Do meu avô, ouvindo “Sérgio Reis”, ao jovem estudante que ouve “Lady Gaga” ou “Polentinhas do Arrocha”, em seus fones de ouvido. Da senhora ouvindo a voz aveludada do radialista às programações interativas de entretenimento e humor, que trazem uma forma alternativa de propagar informação. De um lado a outro, no celular, computador ou rádio comum, a rádio segue ganhando ouvintes, força e demonstrando para novos e velhos adeptos sua real importância.

Por Lilian Sara