3. Rádio em Sergipe

História

No início dos anos 30, em Aracaju, o que predominava era a indústria e o comércio, este último, era muito deficiente, favorecendo a baixa na economia. Os movimentos políticos ainda não eram tão evidentes e a radiodifusão ainda não havia chegado à capital. Os primeiros sinais de comunicação sem fio ocorreram no Estado de Sergipe, através do serviço de alto-falante instalado no Instituto Histórico e Geográfico, que era utilizado pelo governo estadual para fazer a divulgação do seu boletim oficial.

A partir daí, os alto-falantes se propagaram e começaram a ser instalados em alguns pontos da capital aracajuana, com a transmissão de músicas (uma discoteca), fazendo o papel de uma emissora de rádio. Os precursores do rádio à época foram Alfredo Gomes – funcionário da Receita Federal, escritor e jornalista, era um dos responsáveis pela programação – João Gomes, Dalva Cavalcanti, Guaracy Leite França e João Ribeiro.

Em junho de 1939, o presidente Getúlio Vargas, através do Decreto-lei n° 4328 de 30 de junho de 1939, concedeu a permissão para a implantação de uma estação de radiodifusão em Aracaju. Em 30 de junho de 1939 foi inaugurada a Rádio Aperipê de Sergipe, vinculada ao Estado, embora sua concepção tenha partido da iniciativa privada que comprou os equipamentos, mas não conseguiu o dinheiro para pagá-los. Coube ao Governo do Estado pagar por eles, fundando a rádio oficial do Estado cujos estúdios ficavam na Rua Maranhão, sendo depois transferidos para o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (PORTO, apud. SILVA, 2004, p. 27).

A Rádio Aperipê, que fazia parte do Departamento de Imprensa e Propaganda – DIP, ainda no governo de Eronildes Ferreira de Carvalho, lançou os primeiros locutores sergipanos, dentre eles podemos destacar: João Alves Bezerra, João Marques Guimarães e Jefferson Silva. Estes locutores trabalhavam a serviço do governo estadual, levando à população, notícias de interesse do representante maior do Estado.

A rádio Aperipê foi transferida do Instituto Histórico e Geográfico para o Palácio do Governo e, depois para o Palácio Serigy, onde permaneceu por várias décadas. O transmissor foi instalado no bairro Siqueira Campos, entre as ruas Maranhão, Alagoas e Pernambuco. A emissora era identificada pelo prefixo PHJ-6 e tinha, prioritariamente, a meta “Educação e Propaganda”.

Alguns anos mais tarde a emissora foi arrendada ao empresário Augusto Luz, tornando-se uma estação criativa revelando grandes nomes, a exemplo de Alfredo Gomes, João Ribeiro, Cláudio Silva, Wolney Silva, dentre outros (THEOTÔNIO NETO, 1983. p. 5).

A partir de 1944, o interventor Augusto Maynard, ampliou a emissora, que passou a contar com um auditório em suas novas instalações. Daí em diante vários locutores, músicos e produtores sergipanos se destacou a exemplo de Carlos Nagib, Wolney Silva, Reinaldo Moura, Oliveira Júnior, Maria Cláudia, Nélson Souza, Silva Lima, Alcival Gomes, Santos Souza e Wellington Elias, dentre outros.

Com o tempo a emissora foi progredindo e dando oportunidade a outros profissionais. Mas ela só foi considerada efetivamente, como uma emissora de rádio, após alguns anos, quando o povo começou a demonstrar interesse pela radiofonia sergipana. Com isso o rádio foi crescendo, as programações tornaram-se um pouco diferentes, mas sempre voltada para os interesses do governo.

Em 1972, o então governador Paulo Barreto de Menezes, através da Lei n° 1759 de 11 de dezembro de 1972, deu origem à Fundação Aperipê, passando a administrar o complexo de comunicação Rádio e Televisão Aperipê, situado no anexo III do Instituto de Educação Rui Barbosa. A Rádio Aperipê, com o transmissor instalado no Parque dos Faróis, passou a operar com o prefixo ZYJ-920 e a frequência de 630 quilohertz. A Rádio Aperipê desde a sua implantação, inspirada pelo DIP do Estado Novo, de Getúlio Vargas no Governo de Eronildes de Carvalho, sempre pertenceu ao governo do Estado.

Como só o Partido Social Democrático – PSD do governo estadual dispunha de uma emissora de rádio, deixando os partidos da oposição em prejuízo, surgiu a ideia de fundação e criação de uma nova emissora, dando início a rivalidade partidária no estado. A ideia partiu de Leandro Maciel e seus correligionários, através do desejo de falar aos microfones do rádio sobre o seu partido a União Democrática Nacional – UDN. Marcaram então uma transmissão que não foi realizada devido a interferência do atual governo.

Naquela época o extinto PSD – Partido Social Democrático estava no poder e o acesso a única estação de rádio de então, a rádio Difusora, era um sagrado privilégio dos políticos da situação. (THEOTÔNIO NETO, 1983, p. 5)

Então, na década de 50, quando o rádio no sul do país já apresentava sinais de declínio, com o advento da televisão, Sergipe revolucionava a radiodifusão na capital, com a implantação da segunda emissora a Rádio Liberdade AM, do industrial e sergipano Albino Silva Fonseca, inaugurada em 7 de setembro de 1953. A emissora foi instalada para cobrir um evento que marcava a visita do Dr. Leandro Maciel, político da União Democrática Nacional – UDN, à capital sergipana.

A Rádio Liberdade AM, emissora da oposição partidária, fazia transmissões ao vivo e com a participação dos ouvintes. Destacou-se por ser a pioneira nas transmissões de programas como: programas de auditório, concurso do Miss Brasil, o noticiário “Informativo Cinzano”, criado e apresentado pelo locutor Silva Lima. A emissora foi a pioneira nas transmissões esportivas.

Os programas esportivos também fizeram sucesso nas emissoras sergipanas e chegaram a causar conflito entre a Difusora e a Liberdade. A Difusora possuía ligação com os dois estádios da cidade e por isto conseguia irradiar duas partidas de futebol ao mesmo tempo, enquanto a Liberdade, só conseguia transmitir uma.

Silva Lima sente-se prejudicado e vai reclamar com o governo que proíbe a Difusora de irradiar os dois jogos ao mesmo tempo. A rádio era amadorística, estava engatinhando para acontecer uma coisa dessas, o próprio governador fazer uma coisa tão boba, devia ficar satisfeito que a rádio estava progredindo e transmitindo de vários locais (ALVES, apud. PORTO, 2004, p. 22).

A emissora de Albino Silva, conquistou o público durante décadas, o comércio paralisava no horário dos programas da Rádio Liberdade, especialmente, aqueles que traziam notícias, crônicas e fatos políticos. A rádio também foi a pioneira ao trazer para o estado o Rádio Teatro, que mais tarde passou a ser denominado de radionovela.

Vários locutores e produtores passaram pela Rádio Liberdade AM, a exemplo de Fernando Souza, Wellington Elias, Santos Santana, Clodoaldo Alencar, Walmir Mendonça, Santos Souza, Rosevaldo Santana, Raimundo Silva, além de tantos outros, que fizeram a história da emissora.
Desde a sua fundação até a época em que foi vendida ao empresário Heráclito Rollemberg, a emissora era identificada pelo prefixo ZYM-20 e localizava-se em um prédio na Rua Itabaianinha no centro da capital.

A Rádio Liberdade, no ano de 1983, portanto, 30 anos após a sua fundação, transformou-se numa estação de rádio mais moderna, se destacando entre uma das melhores e bem equipadas do país, passando a denominar-se de Super Rádio Liberdade, fruto do investimento do empresário Heráclito Rollemberg.

A Super Rádio Liberdade que à época era dirigida pelo jornalista Teotônio Neto, fazia parte do Sistema Globo de Rádio, sob a coordenação da Rádio Global do Rio de Janeiro, mais tarde voltou a ser denominada de Rádio Liberdade de Sergipe.

Atualmente, a Rádio Liberdade, que pertenceria ao senador da República Almeida Lima, faz parte do Grupo Torres Empreendimentos e está localizada na Rua Pacatuba, Edf. Paulo Figuierêdo, S/N, sendo sua torre instalada no Parque dos Faróis, Município de Nossa Senhora do Socorro, operando com uma frequência de 930 quilohertz a um alcance de 20 quilowatts e identificada pelo prefixo ZYZ-923.

No geral, a implantação das primeiras emissoras em Aracaju, deu-se em virtude das implicações e/ou incidentes políticos. Em 1958, surge a Rádio Jornal AM, uma emissora que contava com membros ilustres da sociedade aracajuana e, principalmente, com o apoio do então presidente da República Juscelino Kubitschek e, que tinha como principal objetivo dar prosseguimento à campanha eleitoral do então candidato ao governo do estado, José Rollemberg Leite.  A concessão para implantação foi imediata.

A rádio Jornal AM, fundada pelo Partido Republicano, aliado do PSD, encontrou dificuldades, quando no dia da sua inauguração, seus adversários políticos (UDN) cortaram o fornecimento de energia, numa tentativa de impedirem o evento. Mas, através da intervenção de seus aliados políticos, a inauguração efetivou-se.

Situada em um prédio da Avenida Rio Branco, próximo à Praça Fausto Cardoso, com o transmissor localizado no Bairro Industrial, a emissora era identificada pelo prefixo ZYM-21, com 500 watts de potência, cobria todo o território sergipano e, principalmente, satisfazia as necessidade do grupo político que a implantou.

A emissora com o tempo conquistou o seu espaço, passando a disputar a audiência dos sergipanos, com as outras emissoras locais. Nos seus programas, contava com a participação de profissionais que se destacaram a exemplo de Gilvan Fontes, Raimundo Luz, Nelson Souza e Acival Gomes, dentre outros.

A programação da Rádio Jornal, incluía transmissão de concurso de misses, programas humorísticos, como o “Alegrias Triunfo”, além de informativos, noticiários e programas políticos. Estes dois últimos foram o forte da emissora (PORTO, 2004, p. 23).

Alguns programas políticos transmitidos pela Rádio Jornal eram considerados polêmicos, merecendo destaque “Sergipe ri e chora” apresentado por Paulo Lacerda, “Carrocinha” por Pedro Raimundo e o “Risolândia”, criado por Raimundo Silva, Nelson Souza e Cadmo Nascimento.

O programa “Risolândia” foi considerado o mais polêmico à época, onde os locutores, com uma dose de humor, faziam críticas ao governo, com relação a falta de atenção do poder público e a perseguição aos adversários, por sua vez, os políticos sentindo-se ofendidos, mandavam dar uma surra nos diretores dos programas. Diante das represálias, o programa teve que sair do ar.

Atualmente a Rádio Jornal AM, opera na frequência de 540 quilohertz e está localizada nas proximidades do Hospital Universitário, situado à Rua Cláudio Batista, no Bairro Santo Antônio. Com o seu transmissor de 10 quilowatts, instalado no município de Nossa Senhora do Socorro, ela cobre todo o território sergipano como também alguns estados do nordeste, a exemplo de Alagoas e Bahia.

Quando os programas católicos deixaram de ser transmitidos pela Rádio Liberdade, por causa de desentendimentos entre a emissora e a Cúria Metropolitana, Dom José Vicente Távora, bispo Diocesano de Aracaju, sentiu-se ofendido e, com isso criou a Rádio Cultura, eminentemente católica e desvinculada de partidos políticos. A Rádio Cultura foi a primeira a ter uma programação 24 horas.

O objetivo de Dom José Vicente Távora era desenvolver um trabalho a fim de promover reformas na alfabetização, utilizando-se de programas radiofônicos. O arcebispo percorreu todas as paróquias no interior do estado, para implementar as ações da Rádio Cultura, ou seja, a criação de escolas radiofônicas do Movimento de Educação de Bases – MEB, obtendo êxito absoluto.

Muitas pessoas aprenderam a ler e a escrever através do MEB. […] cada povoado tinha um monitor que às 18 horas ligava o rádio e ouvia as aulas, distribuía as cartilhas que os agricultores recebiam e acompanhavam a aula. Terminada a aula às 19 horas o monitor ia repassar aquela aula. (ALVES, apud. PORTO, 2004, p. 24).

Inúmeros aparelhos receptores cativos foram instalados no interior do estado, sob a responsabilidade das monitoras que dirigiam as escolas. Os aparelhos eram denominados de cativos porque serem sintonizados exclusivamente na Rádio Cultura.

Por ordem do governo, o programa de Alfabetização à Distância, o MEB, considerado como subversivo, teve que ser retirado do ar, ou a Rádio Cultura seria fechada. O Bispo Dom José Vicente Távora, idealizador do movimento, foi perseguido e, em alguns momentos foi monitorado pela polícia, chegando quase à eminência de uma prisão. A Rádio Cultura foi inaugurada no dia 21 de novembro de 1959, com o prefixo ZYM-22 e contou com a presença do ministro Sette Câmara, representante do então Presidente da República Juscelino Kubitschek, no evento.

Com uma boa qualidade de som e programas cuidadosamente elaborados, a emissora católica manteve-se por muitos anos líder de audiência, merecendo destaque para alguns locutores da época, dentre eles, Manoel Silva com o programa “Alvorada Sertaneja”, Reinaldo Moura com o ‘Roteiro das Onze’, seguido de Dimarães Mota e Jairo Alves com os noticiários. Os programas esportivos sob o comando de José Antônio Marques, Carlos Magalhães, Alceu Monteiro e Wellington Elias, dentre outros, também tiveram altos índices de audiência.
Atualmente a emissora continua com a mesma potência inicial de 10 quilowatts e, mesmo tendo perdido a hegemonia de 1° lugar em audiência, a Rádio Cultura AM mantêm-se com os mesmos propósitos condicionados ao seu lema: “Uma emissora católica a serviço do bem e da verdade”.
A Rádio Cultura AM, dirigida pelo cônego José Carvalho, hoje identificada pelo prefixo ZYJ-921, está localizada em um antigo prédio situado à Rua Simão Dias e o seu transmissor instalado no Parque dos Faróis, operando como uma frequência de 670 quilohertz.

A quarta emissora a ser instalada em Aracaju, foi a Rádio Atalaia, já no final dos anos 60, pelo usineiro e industrial Augusto do Prado Franco com o objetivo de dar mais ênfase à sua carreira política. Pertencente a uma família tradicional do estado não só economicamente mas também na área política, Augusto Franco sentiu a necessidade de utilização do meio de comunicação mais popular da época, o rádio, para dar reforço à sua escalada política.

A emissora que à época tinha seus estúdios localizados no Hotel Palace, teve como parte das comemorações de inauguração, um show com Gerson Filho e Clemilda, realizado em frente à Praça General Valadão.

A fundação da Rádio Atalaia AM foi o seu primeiro degrau para alcançar a sua condição atual de dono da maior rede de comunicação do estado, um conglomerado envolvendo o Jornal da Cidade, duas estações de televisão e outras emissoras de rádio no interior.

A emissora conquistou a audiência dos ouvintes graças ao trabalho das equipes técnica e artística, que se preocupavam em levar para o seu público uma programação de excelente qualidade e com uma boa sintonia.

O prestígio que a Rádio Atalaia AM tem hoje, deve-se o mérito aos programas que foram levados ao ar e que continuam sendo transmitidos, aliados aos outros que se popularizaram. Dentro deste contexto, pode-se citar o programa “Show de Notícias, que sempre teve altos índices de audiência. Merecendo destaque para os profissionais da época, a exemplo de Naírson Menezes, Carlos Mota, Dermeval Gomes e Oliveira Júnior, entre tantos outros.

A emissora encontra-se arrendada para a Igreja Evangélica Assembléia de Deus, sendo o seu quadro de locutores composto, exclusivamente, por pastores.

Atualmente, a Rádio Atalaia AM, está localizada na Rua Cláudio Batista, no Bairro Santo Antônio, cujo transmissor encontra-se instalado no Porto Dantas. Operando na frequência de 770 quilohertz, a emissora é identificada pelo prefixo ZYJ-922 com uma potência de 10 quilowatts.

Integrante do Sistema Atalaia de Comunicação, a emissora é dirigida hoje pelo filho do seu precursor, o ex-deputado federal e empresário Walter Franco.
(Texto de autoria de Maria Verônica Santana e Sá)

Pesquisa realizada por Washington Luis e Victor Emerson

 


 

Atualmente

Atualmente, centenas de emissoras de rádios atuam no cenário da comunicação, desde rádios pública, comercial, ou comunitária, onde a maioria tem se adequado ao avanço das novas tecnologias, estendendo suas notícias, músicas e programas por meio da internet, junto as chamadas ‘Web Rádios’.

O rádio sergipano apresenta grande influência na vida social do povo da terra do Serigy, pois diariamente locutores de vários programas das estações de rádios AM e FM, levam informações sobre diversos temas do interesse coletivo, seja nos cenários da política, esporte, música ou religião. Entre as mais populares estão a FM Sergipe 95,9, Rádio Jornal AM 540, Rádio Cultura AM 670, Princesa da Serra – Itabaiana, Ouro Negro FM – Carmopolis, Xodó, Luandê FM 96.1 – Lagarto, dentre outras.

A rádio da Aperipê AM 630, é a única emissora considerada como pública no estado, sendo as demais voltadas para o seguimento de rádio comercial. No entanto, as rádios comunitárias apresentam um avanço significativo, pois está inserida na capital e no interior do estado, um exemplo disso é a Rádio Comunitária Anchieta FM 105,9, situada na cidade de Aracaju no bairro Augusto Franco.

Segundo Felipe Freire, apresentador do programa Puro Rock, a Rádio Comunitária Anchieta apresenta um proposta onde o público conseguem se identificar com toda programação, ou como este afirmou em nota: “ Eu sempre gostei de rádio, e desde pequeno escutava AM, FM, Jogos de futebol, música e tive o desejo de conhecer como era a estrutura do rádio; recebi o convite para apresentar o programa ‘Puro Rock’, e lá pude perceber que o serviço da rádio comunitária  da oportunidade de participação, pois fala a mesma linguagem da comunidade e as pessoas conseguem se identificar, sendo que em uma outra emissora elas não teriam esta oportunidade. Por isso, as rádios comunitárias tem um número crescente no país inteiro”, afirmou Felipe.

Por: André Santana e Fábio Alexandre

 


 

 

Radialistas

Olá pessoal! Nesse post vamos mostrar alguns dos principais radialistas que atuam no Estado de Sergipe e destacar os que fizeram história e deixaram um legado muito importante para o radiojornalismo, esporte e entretenimento sergipano.

O radio em Sergipe é composto locutores nascidos aqui e por profissionais de outros estados como é o caso de Clemilda, uma cantora natural de Alagoas, mas que por volta de 1985 foi apresentadora de fato da Rádio Aperipê. José Eugênio de Jesus (96 anos) é o mais antigo radialista sergipano, ele junto a Alfredo Gomes inauguraram a Rádio PRJ6 Rádio Difusora de Sergipe, atual Aperipê AM.

Como grande marco da narração esportiva destaca-se Carlos Magalhães, o único que chegou a transmitir 10 copas do mundo. Outros nomes como Welliton Elias, Antônio Barbosa Melo, César Cabral, Jairo Alves de Almeida, também merecem atenção especial.

Faz parte dessa história também o locutor Herón Ribeiro por ser responsável pela divulgação dos aprovados no vestibular. Laércio Miranda, Augusto Júnior e o seu Comando Geral, Faro Fino, Douglas Magalhães com suas notícias factuais e policiais, Gilvan Fontes o galã que apaixonava as sergipanas, Manoel Silva (in memorian), Manoel Messias, Raimundo Macedo, Antônio Barbosa e Rosalvo Nogueira.

Outro personagem que faz parte do quadro de radialistas do estado é Fernando Cabral, que durante 14 anos fez o programa Resumo Geral da Rádio Jornal e hoje com 30  anos de carreira e 52 anos de idade  é o produtor executivo da TV Aperipê a qual ele inaugurou, como também  é presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe.

Outros radialistas que fizeram nome em Sergipe merecem destaque como Paulo Lacerda (Jornal da Manhã), Eraldo Souza (Show da Madrugada), Luiz Ramalho (Baile da Saudade), Wilson Tavares (Show de Bola), Júlio César (Sucessos do Povo).

Na Rádio 930 temos Carlos Rodrigues, Juliana Almeida, Otacílio Leite e Eli Augusto. O John Kennedy na 103 FM. Já na Liberdade FM 99.7 temos Evenilson Santana, no programa “Liberdade Sem Censura” e também Edilson Viera o Edmilson “dos Cachinhos” (já falecido), Joe Feitosa, Toni Xocolate, Gilmar Carvalho, Jailton Santana, Valquiria Mirion, Soane Shirley, Magna Santana, Silvio Silveta, Marinho Tiba, Fábio Gama e Gabriel Damásio.

Esses são alguns dos radialistas que compõem a história do rádio sergipano.  Exercendo suas atividades seja na área musical ou na área jornalística esses profissionais  tornam o rádio em Sergipe mais diverso, atingindo diariamente seus ouvintes de maneira informativa, rápida e dinâmica.

Por Aline Goes, Francielle Bispo e Aldair Oliveira
Sergipe Zoom – Senac 2014

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